O secundário é passado, e agora, o que será o futuro?

O secundário é passado, e agora, o que será o futuro?

“Quantas vezes me vejo fechado dentro de quatro paredes sem saber como de lá sair, sem saber para onde ir ou o que fazer… Tudo porque o mundo à minha volta não me entende.”

Desde a infância, todos nós, em algum momento, já nos imaginámos no futuro, a fazer o que mais gostamos e a realizarmos os nossos sonhos. No entanto, com o aproximar dessa realidade, apercebemo-nos que antes há passos importantes a dar e decisões a tomar, sendo que uma das que mais nos inquieta é: “o que vamos fazer quando o secundário acabar?”. E, a cada momento que passa, vamos sentindo-nos cada vez mais incompreendidos, confusos e, até, por vezes, um pouco revoltados. Tudo à nossa volta parece acontecer “ao contrário”, parece que nada corre bem e sentimo-nos sufocados.

Vivemos num mundo em que somos constantemente abordados com este tema e pressionados a tomar decisões sobre ele. Contudo, todos querem tomar decisões por nós; o mercado de trabalho está mais competitivo a cada dia que passa e dependemos dele para construirmos o nosso futuro. E esta pressão leva-nos a perder um pouco a nossa identidade, aquilo que de mais valioso temos. Somos incutidos a seguir os cânones da sociedade, a ser mais um a trabalhar nas empresas das grandes tabelas dos líderes mundiais. Pressionam-nos para sermos médicos, engenheiros ou advogados. Dizem-nos que nunca teremos um bom futuro se seguirmos por outros  caminhos. Esquecem-se que a característica mais importante que um Homem pode ter é a sua capacidade de influenciar positivamente o “mundo” que o rodeia.

No entanto, neste momento, uma das principais coisas sobre as quais temos que ter consciência é que esta não é uma decisão irremediável. Antes de mais, existem vários caminhos que podemos seguir e nenhum deles é definitivo nem errado, pois cada experiência será sempre um novo ensinamento. Assim o mais importante é realmente envolvermo-nos em algo que nos motive, que nos mantenha focados e que influencie o mundo positivamente.

Mas bem, falemos agora do que realmente se fala nestes momentos. A universidade é o caminho a seguir? Se sim, que curso devo seguir? Que curso me pode trazer um bom futuro? Devo desistir dos meus sonhos? E tantas outras perguntas que nos passam pela cabeça nesta altura. Não existe uma resposta para cada uma delas, existe sim uma resposta para cada um de nós. Isto porque, sempre que nos deparamos com um dilema, existe algo muito importante que deve sempre estar presente: até podemos mudar como somos, mas não quem somos.

Sendo assim, a primeira questão que sempre se impõe é: “A universidade é o próximo passo?”. Esta é a opção escolhida por uma grande parte dos jovens, no entanto não tem de ser a tua opção. Cada um de nós deve fazer o seu próprio caminho, estando sempre consciente de cada passo que dá e de que cada escolha trará sempre as suas mais valias e as suas consequências.

Após esta decisão, caso esta recaia sobre prosseguir estudos aparece em nós outra dúvida. E agora, qual o curso mais indicado? Devo seguir o que tem a média mais alta? Devo seguir o que os meus pais me dizem? Todas as opiniões são importantes porque ter vários pontos de vista só nos enriquece, sendo que, no entanto, a atitude que tomarmos deve partir de nós próprios. O curso que nos trará um melhor futuro vai ser aquele que nos fizer felizes e esse só nós próprios temos capacidade de identificar, pois só nós sabemos o que sentimos.

Por fim, surge uma última questão: “Terei de abdicar de todos os meus sonhos de infância para me adaptar à realidade do mundo atual e, no fim de tudo isto, irei ser só mais um que seguiu o caminho dos demais, que irá ter um diploma e com isso procurar uma felicidade sabe-se lá onde?” Bem, isso cabe a cada um de nós decidir, tomando consciência da sua personalidade, dos seus ideias e daquilo que pode fazer pelos outros, mas podem contar connosco, esse será assunto para o nosso próximo texto.

Porém, nunca te esqueças de algo: a melhor qualidade de um Homem é a capacidade que ele tem para influenciar o mundo que o rodeia.

Acabamos com a seguinte frase:

“Quase todos conseguem ser o que a maioria é
Que é ser coisa nenhuma
A maioria só por serem o que todas as pessoas são
Acabam por ser só mais uma pessoa
No meio de tantas pessoas
Que nem sequer sabem quem são…
Para ser é preciso sentir” – Deau

Eduarda Pinto & Eduardo de Melo

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